«Simetrias Ocultas em Muros de Vidro»

«Simetrias Ocultas em Muros de Vidro»

Foto: © nvstudio - Fundação de Serralves

A Fundação de Serralves tem patente até 31 de Janeiro «Simetrias Ocultas em Muros de Vidro», uma exposição que convida o público a descobrir o universo fascinante das diatomáceas, organismos microscópicos que desempenham um papel essencial na manutenção da vida aquática no planeta. Através de um percurso distribuído por três espaços da Quinta de Serralves, o Alpendre, o Celeiro e o Lagar, a exposição propõe uma aproximação inédita a estas microalgas unicelulares, explorando as suas dimensões científica, ecológica e estética, anunciou a Fuandação.
A exposição apresenta painéis informativos, fotografias obtidas através de microscopia avançada, preparações microscópicas, literatura científica de referência e experiências imersivas que exploram a história, a morfologia e a relevância ecológica destes organismos. Em paralelo, reúne obras e instalações artísticas que testemunham a influência das diatomáceas na imaginação de cientistas e artistas ao longo de mais de um século.
Entre os destaques da exposição encontra-se Gigantes Microscópicos, uma instalação de Sofia Ferreira que amplia para a escala humana formas observadas em diatomáceas recolhidas nos ecossistemas aquáticos do Parque de Serralves. Provenientes do Lago, do Charco e de diferentes espelhos de água, estes organismos são transpostos da escala microscópica para o espaço expositivo, tornando visíveis as geometrias e ornamentações que habitualmente escapam ao olhar.
A exposição integra também uma apresentação da aclamada série Glass Microbiology do artista britânico Luke Jerram, incluindo peças inspiradas na instalação Microcosmos (2023), dedicada exclusivamente às diatomáceas. Desenvolvidas em colaboração com cientistas de universidades britânicas, as esculturas em vidro recriam tridimensionalmente a experiência de observação destes microrganismos ao microscópio, estabelecendo um diálogo entre rigor científico e criação artística.
Outro núcleo expositivo resulta da colaboração com o artista norte-americano Xavier Cortada, convidado a criar duas novas obras digitais para Serralves. Sob o título Diatoms of Serralves, estas obras inspiram-se em espécies de diatomáceas identificadas no Parque e exploram as interseções entre ciência, arte e comunicação. A partir de organismos não maiores do que a largura de um cabelo humano, Cortada cria projeções digitais monumentais, transformando o invisível em experiência sensorial e imersiva.
Ao longo do percurso, o público é ainda convidado a participar na criação de composições artísticas através de uma experiência figital inspirada numa prática histórica associada ao estudo das diatomáceas, agora reinterpretada à luz dos desafios ecológicos contemporâneos.
A exposição é organizada pela Fundação de Serralves, com curadoria de Helena Freitas, Diretora do Parque de Serralves, Laura Guimarães e Marina Dolbeth, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), e coordenação de Marta Tavares.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *